No dia 17 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Combate à Dor, data que alerta para a importância do tratamento multidisciplinar aos pacientes com dor.
A dor pode ser aguda, com duração de minutos a semanas, ou crônica quando é persistente e dura meses ou anos. Ela é definida pela Associação Internacional para Estudos da Dor (IASP) como uma experiência sensitiva e emocional desagradável, associada, ou semelhante àquela associada, a uma lesão tecidual real ou potencial.
Também pode ser classificada como nociceptiva, neuropática ou mista, no entanto, existem alguns tipos de dores difíceis de serem classificados.
- Dor de predomínio nociceptivo: dor provocada por dano tecidual demonstrável.
- Dor de predomínio neuropático: dor em que existe lesão ou disfunção de estruturas do sistema nervoso.
- Dor mista: envolve dor nociceptiva e neuropática.
Limitante e muitas vezes incapacitante, a dor crônica afeta entre 20 e 40% da população mundial em algum momento da vida e causa sofrimento, indisposição, dificuldades no trabalho, problemas psicossociais, prejuízos econômicos e objeções para a realização das atividades cotidianas.
Diagnóstico/Avaliação da dor
Existem escalas de dor que medem a intensidade da dor nas pessoas, assim como escalas que avaliam os prejuízos na qualidade de vida como sono, movimentação, apetite, higiene, humor, deambulação e absenteísmo no trabalho.
As escalas de dor necessárias para a dispensação de medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) são a Escala Visual Analógica (EVA), que avalia a intensidade da dor, e a Escala de dor LANSS (Leeds Assessment of Neuropathic Symptoms and Signs) que determina se a dor é de predomínio nociceptivo, neuropático ou misto.
Tratamento
O tratamento não medicamentoso inclui atividades físicas, terapia cognitiva comportamental, massagem, reabilitação, fisioterapia, calor local, reeducação da postura e do movimento, termoterapia, acupuntura, relaxamento, entre outras.
Já o tratamento medicamentoso pode envolver o uso de anti-inflamatórios não-esteroidais, analgésicos, anticonvulsivantes, opioides, antidepressivos, relaxantes musculares e outros.
O tempo de tratamento varia de acordo com a necessidade de cada paciente. Os benefícios esperados são o alívio da dor e a melhora da qualidade de vida.
Fármacos ofertados pelo SUS:
- Ácido acetilsalicílico
- Dipirona
- Paracetamol
- Ibuprofeno
- Amitriptilina
- Nortriptilina
- Clomipramina
- Fenitoína
- Carbamazepina
- Gabapentina
- Ácido valproico
- Codeína
- Morfina
- Metadona
O adequado controle da dor envolve equipe multidisciplinar e é reconhecido como fundamental para o atendimento integral do paciente. Desse modo, não menospreze a sua dor associando ela à sua idade. Procure um médico!
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Fontes:
Sociedade Brasileira para Estudo da Dor